Pra que flores?
Havia um beija-flor, belas flores, água e uma estufa com paredes de vidro. Lá ele tinha tudo o que precisava, a brisa do sol, água fresca, flores para todos os lados, por mais que o ambiente aonde estava não fosse grande. Até que um dia, uma das flores começou a morrer, e o pássaro fica preocupado, e entra em desespero por achar que todas as outras flores também virão a morrer. E então, só por causa daquele começo de morte de uma em milhares, o beija-flor começa a querer sair da estufa, deixando todas as flores, a água fresca e tudo que ele precisava. Mas como sair da estufa? E o que tem por fora da estufa? A impulsividade o levou a passar dias se debatendo, bicando, trombando com as paredes de vidro… Ele nem ligava mais para tudo o que ele precisava, só sabia por algum motivo que precisava sair. Ele morreu. Talvez por cansaço, talvez por desistência. Mas ele morreu, morreu deixando tudo o que ele precisava pra trás por desespero, medo e impulsividade. Coitado. Eu podia mudar o final, mas perderia a lógica do raciocínio. Só que ele poderia ter saído e blá blá blá, mas lá fora não seria tão bom quanto. Mas tudo bem, enfim e afinal, quem descarta tudo o que precisa, perde mais cedo ou mais tarde por si próprio, porque um segredo entre nós, as flores e a água nunca iriam acabar enquanto o beija-flor estivesse ali. Fazer o quê, fim.




