Em outubro de 2012 fui em uma festa que não fazia o menor sentido eu ir, mas eu fui, e se o destino existe mesmo, eu tenho certeza que teve um toque dele nisso tudo.
Estava meio perdida lá, passando os olhos ao redor de onde eu me encontrava e avistei uma garota, não qualquer garota, mas a garota que chamou minha atenção de longe quando vi seu sorriso esplendido. Eu PRECISAVA saber porque ela estava ali, quem ela era, seu nome… Quantos anos será que ela tinha? Não importa, simplesmente afastei-me do meu grupo e fui em direção a ela. Mas, falar o que? Puxar assunto do nada? Como??? Ah… Aquele sorriso lindo que avistei de longe era porque? Estava rindo do que? Ela estava na fila do bar, será que gostava de beber? Pelo sorriso sim, rs. Porém podia ser por qualquer outra coisa, mas não importa, me aproximei com a desculpa mais idiota do mundo: “E aí, tá bebendo o que?” Sua resposta meio assustada: “Vodka com energético, rs rs rs”. BELEZA, E AÍ, O QUE EU FALO AGORA? Avistei uma bebida azul, um xarope na verdade, parecia ser bom, porque não usa-lo para ter mais 3 segundos da atenção dela? “Nossa, e aquela bebida azul? Parece ser boa, doce, sei lá, se eu pegar uma, você bebe comigo?” Deu certo! Vi o sorriso de novo e pedi aquela bebida azul. Dividimos em 1 minuto com 2 canudinhos que eram pequenos e nossos rostos se aproximaram, mas aquilo não significava nada. E depois que a bebida acabar? Vou deixar ela ir embora assim do nada? Não! A bebida acabou e eu pedi uma da cor vermelha, dividimos novamente, acabou novamente, e aí? O que fazer? Ela jogou a ideia de misturar as duas cores de bebida, um sinal de que não queria seguir a vida sem mais um drink comigo, não (?) rs. Quando eu vi, peguei um xarope azul, segurei a mão dela e sai andando rindo: “Vamos beber ele inteiro juntas, eu roubei”. Pouco elegante da minha parte, mas foi necessário talvez. Rimos bastante, e a bebiba era horrível sei lá eu porque. Mas continuamos ali debruçadas em um muro meio escuro, eu não a via bem, mas gostava da sua voz, e queria saber sobre ela, então conversamos, porém pouco, mas consegui descobrir seu nome, sua idade, seu signo, se tinha irmãos, aonde estudou e o que estava fazendo ali. Ela devia ter me respondido que foi para poder me conhecer, que sentiu que o destino guardava algo, mas não, eu sonhei mesmo, rs. O que era importante ela mesma quem me falou […] Não ficamos naquela noite. Mas, deixei meu suéter com ela. Ressaltando que até então eramos apenas desconhecidas, e eu fui lá vestir ela com o meu suéter pois estava reclamando do frio. Meu objetivo nisso tudo era apenas conseguir o número dela para um “eu preciso te ver novamente já que você roubou meu suéter”. E, eu consegui.
Hoje, depois de basicamente 6 meses, e depois de vários encontros e desencontros de nossas vidas, fazem 3 meses que estamos namorando. E é com muito orgulho que conto essa história, pois se isso não for o destino, eu invento outro nome.
Eterna B, olha, a exatamente um ano atrás, essa madrugada estava sendo angustiante para ambas, e hoje não é apenas uma lembrança ruim, mas sim mais angustiante ainda.
Eu voltaria com certeza, mudaria tudo desde novembro, para que as coisas não saíssem do controle em março, para que eu não caísse feio em julho e para que eu não me arrependesse em agosto, setembro, outubro… Para sempre.
Você me aceitava do jeitinho que eu era, me amava com todos os meus defeitos e qualidades, estava comigo pra tudo.. E eu? Ah, eu te conhecia tão bem, eu sabia exatamente quem você era e isso só me fazia ficar mais perto de você pois eu me sentia segura, e olha que irônico! Você me chamava de anjinho, pois se sentia segura comigo também, era reciproco.
Posso me recordar um pouquinho da nossa “rotina” aqui no texto? Pois bem, eu passava 7 dias da semana com você, acordava de segunda a sexta com um único objetivo e motivação: VOCÊ. Passava as 6 aulas do dia feliz, escutando você me mandar copiar isso e aquilo, dando umas escapadas nas trocas de aula, vendo você reclamar que fulana não te devolvia suas canetas, arrastando sua carteira, ganhando massagem gratis, lendo seus olhares sem precisar falar nada, planejando o final de semana… Ah sim, os finais de semana, com certeza os mais divertidos: ir pra sua casa sexta, te ajudar com meu belo senso de moda, ir pra balada, beber beber beber, TOXIC! Papi ia buscar, e a gente sempre disfarçando a cara de bêbada, chegava no seu quarto e puff… Varios comentários e observações enquanto eu arrumava “minha” cama, você escovava os dentes perguntando se eu não ia tirar minha maquiagem, mesmo sabendo a resposta porque todo fim de semana era a mesma coisa… PLIM PLIM PLIM, o sino da igreja toca, eu sempre assustando, pois, boa noite, sem aparelho móvel por favor.
Domingo com a sua familia, saudades absurdas da sua familia que era minha segunda familia e tudo que você já sabe.
Eu voltaria com certeza. Porém, porém, porém, a única coisa messsmo que não tem volta, é a morte. Então querida B, minha eterna, sei que nosso relacionamento hoje em dia não é dos melhores, mas eu e você sabemos que aqui dentro continua tudo vivo, certo? Você é uma safada orgulhosa, mas precisa concordar.
A vida já te colocou no meu caminho, e já tirou também, mas quer saber? Ela me contou que meu caminho era melhor com você, e tá pensando em fazer seu caminho fazer uns desvios pro meu de vez em quando porque somos melhores juntas, até quem sabe um dia por irônia dela, você siga junto comigo mesmo…
Enfim, eu amo você, e como eu falo no começo: ETERNA B. Até logo.